25.11.05

Construção do homem à deriva feita em um mundo cinza

Era o ator de si mesmo,
Olhou para platéia,
apenas um,
apenas um.

Estava tão escuro,
não dava pra reconhecer.
não fazia idéia quem era,
Aquele platéia,

Era a platéia si mesmo...

não batia palmas

(algumas vezes eu me sinto inspirado lendo outros blogs, esse texto na verdade foi escrito originalmente como comment em um blog de um amigo meu, Obstáculo 1 - esta nos links -, sob inspiração do texto Prosa do Velho a Beira da Morte, Vale a pena...)

4 comentários:

Olhos Clínicos disse...

E há construção em todos os momentos, mesmo que a construção seja só para si...

Mil beijocas(...)!

Marcelo Soli disse...

só entrei aqui mesmo pra te processar...mas como você citou meu texto direitinho, vou deixar passar dessa vez...rs
mas é isso aí, eterna construção de si mesmo para uma platéia que não existe....
"mas são tantos olhos a nossa volta..."

ludmilesca disse...

Sozinho diante do turbilhão do mundo...será que existem platéias?


Platéias para nossos ouvidos fingirem todos os dias o reconhecimento da nossa existência.

Um pedaço de poesia inspirando interpretações!!!parabéns Búno!

Seria eu disse...

É a tal da inspiração!!!
Parabéns!
E ainda aproveitou para fazer propaganda do blog do Marcelo...