8.9.05

Demorado instantaneo em uma lembrança vivida

Seus olhos gritavam por socorro.
Ninguém podia ouvir.

Tinha entrado em um aparente estado de torpor na função Eu Robo, sua boca, ligeira, coitada, sem precisão alguma despejava apenas efeitos mal calculados, mas percebia tudo a sua volta. Percebia tudo como se seu tato estivesse se extendido a tudo que tocava o solo no arredores de onde seus pensamentos conseguia atingir. Uma área de pelo menos 15 metros de raio.

15 metros de raio?
O valor era chute.

Um chute calculado em tentativa humano-andróide. E como haveria de diferente ser?
E quem teria coragem desse chute reduzir realidade?
Que certeza podemos ter do que rima com verdade?

Agora planejava rotas de fuga, mais tarde perceberia que 1+1 não é =3! Mas naquele momento não seria a lógica importante, sua mente exigia trabalho.



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E houve aquele momento branco...


Sorria o gosto da sobrevivência, estava ansioso. Logo viria o próximo expirar.



Era vencedor.

Um comentário:

catarina disse...

tão peculiar! gostei mesmo desse um. parece.... o nascimento de um robô!.. ou... a lógica brincando com a vida.
o seu jeito de brincar com as rimas tb tá massa! tudo mt bonito! td mt contemporâneo. vc voa com os pés na terra.