22.9.05

A gata parte dois

Era antipatia o que sentiam, ele e aquele animal. Podia dizer que não confiava naquela criatura arrogante com aquele andar calculado e elegante.

Gatos andavam na medida certa.

Parecia que sabia tudo ao seu redor. E por algum motivo fugia dos carinhos de todos. Que criatura mais petulante era aquela que negava todo aquele amor superior humano.

Mas o pior nem era isso...

Já tivera gravida a gata uma vez. Seus filhotes sumiram.
Diziam para ele:

"Ah, deve ter comido..."

Não tinha visto aquilo, mas também não tinha visto a cria. Como que já não gostava da criatura preferiu por acreditar... Como confiar em um animal que comia os seus?

Não podia.

Mas o tempo passou, e olhe só: a gata ficou grávida de novo.

"Bicho covarde!"- pensava- "Vai comê-los de novo..."

Mais tempo passou...

E ouviu, Ouviu miados!
Correu, era verdade! Lá estavam eles!

Lindos, um monte!

Olhou para aquele amontoado de intenções de vidas, aquelas mínusculas criaturas que sonhavam em crescer e olhou para a gata.


Ela veio com todo aquele andar calculado e elegante, Um andar felino que se movia na medida certa, e encostou a cabeça no seu corpo.

A gata queria carinho.
Fizeram as pazes.

4 comentários:

kitsune disse...

q feio!!! então o canibalismo (q é um valor seu) é parâmetro de julgamento sumário da gata??
isso tudo deve ser ressentimento por causa da alergia, afinal.... rsrsrs >__<

catah disse...

concordo com o eduardo. lembre-se de q "o empírico" não diz nada sobre o mundo (não julga), só o descreve.

O empírico disse...

O empírico pode descrever o que sente!

(e na moral, isso tá virando covardia e "vocês" sabem porque! heheheheh)

Suka disse...

Ah, eu achei lindo. Somos filhos da p. de vez em quando, isso mostrou a capacidade de mudar e muitas vezes para melhor, o ponto de vista e os sentimentos! ( na minha visão). Gostei muito!!!