9.6.05

Do amor parte infinito-1

No que pode ser avistado pela visão nublada desse empiríco existem duas formas de amor:
O amor em potência e o amor em ato.
O primeiro é o ato de amar, de gostar de alguém, ter estima. Se for considerado atitude é uma atitude para si mesmo, pois o outro não recebe nada nesse estágio. Mas esse empiríco não acredita nesse estágio como sendo uma atitude, ação consciente da mente para com o corpo. Parece mais uma espécie de contágio que deixa o indíviduo a sua merce. Tem substância, mas só pra quem o sente.
O segundo é a atitude de amar, a escolha de amar, de cuidar, de se fazer necessário, o preocupar-se, o sofrer pelo próximo. É a única maneira que o outro pode medir o amor do próximo, pois esse amor é pálpavel no mundo físico, não é uma abstração e nem é mistícismo. Este amor luta por fazer-se perceber no mundo, e não tem pretenção de se esconder em um casulo que se protege, e que apenas espera uma resposta para essa sensação.
O amor em ato transcenderia então o amor em potência no sentido que transborda, transborda até atingir o próximo, luta por criar laços e não fica satisfeito enquanto se vê confinado nas muralhas do corpo.

O espiríto esbarrou nas muralhas do corpo
Como uma bexiga, inflou
Quis fugir

Fugiu

4 comentários:

Ludmila disse...

Nietzsche é potente!
E você o interpreta lindamente!

O empírico disse...

Eu tinha esse pensamento antes de conhecer qualquer coisa de Nieztche, alias o que me fez criar esse penasmento foi ter conhecido Sartre.

O empírico disse...

Mas agradeço pelo "(...)você interpreta lindamente!"

Priscila Maéve disse...

adorei o blogg! e é linda sua visão do amor! mas eu axo q é bem parecido o q vc disse. tipo..... o amor em potência é o mesmo q o amor em ato, mas ainda naum se materializou em ação, né? tb concordo q amar seja cuidar.