2.8.08
Maturidade
[Sempre acontece isso.
E arregala os olhos.
até descobrir que azul não é vermelho é encrenca,
cheira computador e manda e-mail de sonho em refrigerante,
criança sabe nada...
Depois é que aprende que só da pra pintar em papel.
E que quem faz muito, tá fazendo pouco.
Pois que acontece.
Criança descobre o mundo.
desaprende a sorrir.
Criança descobrir o mundo é mole, mole.
Quero ver adulto descobrir ser criança,
Ás vezes eu descubro,
ás vezes deixo coberto.
28.7.08
pétalas de dentes
e como flor de alfalto rachado, espera por carro passar
é teimosa, pois esmagada trata de Nascer de Novo
e de Novo
e de Novo
pois Brota de onde tem Vida,
lá de Dentro de onde se sopram Verdades
do horizonte distante,
lá de Dentro guardado
então Permanece como que dedo em nariz
Acontece no escondido,
vem do que É de Dentro,
mas não É certo donde
ossos que estalam,
fezes que Se esbarram,
neutro Se finge,
Feliz, mas cínico
Fica
é sentimento,
uma Certeza que diz
não Se foge daquilo que vem de Dentro
.
se orgulha
9.7.08
passarinho,
passarinho tem que voar.
Voa passarinho, voa
Que em ninho você não tem que pousar...
Poleiro tão pequeninho,
o vento agora portinhola,
E olha todo esse sonho
não tem nenhum portão que vai fazer parar...
Voa passarinho, voa
Que não tem onde você não vá chegar...
Tanta estrela a sua frente,
não tem como dúvidar,
Voa passarinho, voa
Que é no alto que você vai morar.
8.3.08
Novela sonora(episódio primeiro)
Naquele apartamento havia o rapaz e um monte de caixas. no angustiante momento em que se via era obrigado a sair daquela apatia que sempre o definiu como homem de ócio. era decisão complicada aquela, porque quando por fim decidisse agir, iria assumir aquela temida posição de o homem da casa.
apesar do status de vazio já tivesse sido retirado daquela moradia desde que aquelas diversas caixas tivessem chegado ali com a mudança. esse era o sentimento que ainda passava por aquele lugar.
ficou admirando todo aquela labuta que iria ter, e para afastar a responsabilidade o rapaz meio que inconscientemente puxava um daqueles cigarros que sempre prometia a mãe que iria parar de fumar.
no começo foi para a janela e depois sentou em uma das caixas, ia sentar. quando ia encostar a bunda na caixa Ouviu,
Só podia ser um anjo que cantava...
11.11.07
Tá tirando onda, hein!
Amo Você, sorriso grande que só aparece quando é de verdade.
Amo Você, mente de economista medos de menina.
Amo Você, vento levando cabelo de frente ao rosto.
Amo Você, no final de semana, dormindo o tempo todo.
Amo Você, lágrimas de alegria.
Amo Você, um monte de incertezas em meus planejamentos.
Amo Você, com a "minha vida mudando a cada quinze minutos na manhã de sábado"
Amo Você com todo minha paz de espírito planejada e insistente. E amo tanto, tanto e tanto, que até pego fogo.
18.10.07
O quanto se pode saber?
Qualquer cantinho da sua sala ou da sua conciência. Desde os créditos que sobem no final da projeção do seu filme favorito até o motivo que fazia Carlota Joaquina preferir roupa de baixo amarela(será que usava mesmo?). O fato é que o saber se acumula nessas cabeças grandes e cheias de certezas virando uma espécie de religião.
Um cara pra lá de bacana no meu ver foi o Sócrates. Putz, o maluco ficou um tempão observando e pensando no mundo. Devia ter a cabeça do tamanho de um ônibus. Acontece que depois de quase explodir o tutano ele chegou com a brilhante frase: "Tudo que sei é que nada sei."
Calma aí, não ria ainda. Imagina só na época. Sujeito granfino ia procurar o homem sábio na Grécia(Grécia mesmo?) e ele não respondia nada, só perguntava. Que porra é essa? Vos pergunto.
Mas pensa um pouquinho só na época. Se bem me lembro das minhas mau dadas aulas de filosofia e a pseudo-aula-livro filosófica ministrada no Mundo de Sofia, os gregos tinham acabado de deixar de acreditar em um modelo místico-religioso de verdade no mundo. Como eu costumo questionar essas coisas, acredito que na verdade só quem entrou de bonde nessa história tenham sido os "endinheirados" da época. Dúvido que servo ou escravo, ou como quer que chamavam a classe dos domindados tinha entrado nesse lance. Quase como o lance de Inclusão Digital, saca? Muita gente ainda deveria acreditar que podia responder tudo com oração, ou oferenda, oráculo ou sei lá o que.
O fato é que os ban-ban-bans da época acreditavam no poder do discurso. Como não existia um a verdade absoluta o lance era saber enrolar a língua e dar volta. Na verdade? Era um monte de advogado misturado com Zé Carioca.
Aí, chega esse sujeito. Que possivelmente gastou parte do tutano dele matutando aquilo tudo. Falou que verdade, algo universal que servia a todos existia. Só que ele não tinha descoberto...
E eu aqui fazendo pesquisa sobre montagem(ou seria edição de vídeo, um termo mais atual) cinematográfica(as vezes rola na internet) de trailers(ih, expressão estrangeira tem que ser com itálico...). E pra isso tenho que estudar até teorias de cognição e antropologias consumistas a parte...
Era sobre o que que agente tava falando mesmo?
(Só pra constar a existência de Sócrates é questionada. Alguns estudiosos desse tão muito que se tem pra se saber afirmam que ele poderia ter sido uma criação de Platão)
Todas as informações contidas aqui não tem embasamento científico nenhum. Muitas possívelmente estão erradas e sendo assim não servirão para conclusão nenhuma. Alias nem pense em usar isso em algum trabalho sem ser vítima de riso.
2.10.07
Projetos arquitetônicos inflamáveis
O menino perdeu uma perna pra convencer os amigos que sabia nadar,
O senhor colocou fogo na casa por que não queria precisar da esposa pra cozinhar,
E naquele preciso momento fizeram todo o esforço do mundo calculando com cabeças acostumadas a sonhar maneiras que os fizessem voltar no tempo.
O rapaz jovem tentou ligar do celular pro todo poderoso,
O menino tentou nadar de costas no mesmo lugar,
E o senhor procurou um isqueiro que fosse ao contrário,
O celular não tinha crédito pra uma chamada tão distante,
E o tubarão que já tinha comido uma perna, comeu duas,
E o senhor, mais velho. Por se considerar tão sábio, chorou quando percebeu que não se fabricavam ainda isqueiros ao contrário. Ele e sua senhora tinham levado muito tempo pra prosseguir a contrução daquela casa, nem pronta ainda estava.
A sua esposa nada dizia com a boca. Mas chorava sem lágrimas e berrava com todos os outros sentidos que tivesse.
Foi uma pena pra quem visse, aquele homem com seus vários cabelos brancos chorando como um bebezão. Na verdade era até um pouco ridículo aquela prova de fraqueza. Chorava com as lágrimas que não rolavam do rosto da senhora sua esposa.
E naquele momento se espantou, a mulher chorava pra dentro e as lágrimas deslizavam pelo rosto dele. Eles iinham uma ligação do agora, ontém, amanhã e cada segundo que suplantava qualquer tijolo que estivesse fora do lugar.
O senhor percebeu que a casa estava dentro dos dois.
Pegou um dos carvões que sobrara do incêndio e desenhou uma casa. Era muito mais bonita que a de antes.
Tinha um monte de promessas que a outra não tinha. Só não era a prova de fogo.
"Quer morar aqui?"
26.9.07
Saudade grande
daquelas que só sente quem está muito tempo junto,
uma Saudade de verdade que conhece aquilo que se espera estar ao lado,
Saudade da cara amarrada, que eu sei fazer,
Saudade daquela risada espontânea, que aparece em qualquer momento,
Saudade daquilo que faz vulnerável que faz buscar proteção,
Saudade daquilo que sei onde está,
Saudade de nossos planos,
Saudade do que reclamo,
Saudade do que gosto,
Saudade do que sempre acontece,
Saudade de nós dois
,
17.9.07
Relógio
Imagina que marquei às uma e meia.
Cheguei com dez minutos de adiantamento.
Ela estava atrasada.
Cismou de chegar às uma e quarenta.
Na hora certa.
14.9.07
o eterno sonhar das letras mínusculas em seu coletivo constante
era um monte de letra que ia se amontoando lado a lado, com a função apenas de existir, de exigir a vida negada de uma mente distante, como que palavras para descrever o eterno estado presente de contemplação do nada,
e como que por mágica, no meio daquela confusão de sentidos brota algum objeto comum: o coletivo,
por que naquele momento sem sentido as letras,palavras,frases se dão conta de que algumas palavras insistem de se fazerem IMPORTANTES. se perceber chega a ser agressivo isso de se mostrar MELHOR.
agride mesmo
,mas o estranho é que foram necessários seis parágrafos completos para haver contexto que permitesse três das GRANDES.
façamos um sétimo com uma fonte menos serifada e com mais uma vírgula,
28.8.07
Do dia que Deus se foi
,mas puto da vida.
E foi nesse dia que como um trovão sem proporções, ouviu-se em todos os cantos do planeta:
"FODA-SE"
Deus queria saber, onde cargas d'água inventaram de dizer que um mundo esférico pode ter canto... Por que ele não teria responsabilidade se o chocolate era gostoso ou o sexo irresístivel? Afinal, de contas quando foi que o nome de Deus não podia mais ser associado com as coisas que eram boas?
De verdade? Virou tudo um saco... Faltou algo na vida que as pessoas não sabiam explicar...
"Deus?"
"Pódizê."
"Você não vai descer, não?"
Aquele ia ser um não cheio de reticências, daqueles que depois de dois minutos de reclamação nem se presta mais atenção no que se fala, mas no momento que puxava o ar pra dizer aparece uma senhora sem dente toda preocupada.
"Ô, menino. Vê se pode vir aqui em cima atrapalhar o descanso do Nosso Senhor. Eu tava preocupada com você. Vem, deixa eu limpar esse seu nariz escorrendo."
E foi assoando o nariz da criança, sem cerimônia nenhuma que a mulher ia se desculpanda.
"Por que a senhora faz isso?"
"Ah, me desculpo, seu senhor por que seu descanso era por demais merecido, não sabe..."
"Não, não. Por que subiu essa montanha toda atrás desse menino?"
Com todos aqueles caminhos que a estrada da vida faz nos rostos de pessoas de verdade a senhora fitou o horizonte por um tempo.
"Como é que mesmo o nome daquela belezura toda bonita que tá na Bíblia mesmo? O amor..."
E Deus sentiu tanto orgulho daquilo que teve que voltar a trabalhar. Respirou fundo e lembrou do motivo de tudo aquilo.
Quando aquilo tudo terminou as câmeras já não estavam mais ali.
O presidente dos states falava sobre invadir a primeira cultura diferente que conseguiu pensar para mudar de assunto.
E o papa agradecia aos céus pelo retorno de Deus.
As coisas tinham voltado a acontecer.
E o chocolate continuava a ser gostoso.
Sinceramente, esperava um pouco mais desse texto em nível de produção textual mesmo(tô meio enferrujado, né. De qualquer forma acho que ele tá bonito, e defende o que acredito de verdade que a vida seja. (sem nenhum medo de ser piegas)
20.8.07
No topo
Mas no final das contas é bem fácil duvidar da altura de algo em que se está no topo.
7.4.07
Deu na Globo
Era
A Globo afirmava com veemência: Deus não existia mais!
Foi um alvoroço. Gente se matando e Igreja fechando. Teve gente dizendo que a Nasa ia procurar pra ver se achava pra onde Deus tinha se metido. E os cientistas alardeavam que ninguém nunca tinha provado a inexistência de Deus.
(Ninguém deu ouvido aos cientistas.)
A Globo preocupada com a situação tentou amenizar as coisas. As pessoas com calma e em fila deveriam seguir suas recomendações, as instruções seriam dadas nos intervalos comerciais de forma a não interromper mais a programção normal. Foi um período turbulento. A emissora tentava redefinir o que era bom e o que era mau, as pessoas se amotinavam na sala pra prestar atenção, não eram tantas regras assim, mas as pessoas podiam esquecer. Por sorte a Globo era muito sábia, e passava e repassava as novas ordens de moral o tempo todo.
As intruções eram claras:
Se Insira e Consuma, mas não se insira se não for pra consumir, porque consumindo você está se inserindo, e inserindo você é consumido,
A justiça da Emissora não reconhecia limites. Reconhecendo a dificuldade daqueles tempos em diferenciar o certo do errado, e ciente da confusão que as pessoas tinham em saber o que era escolha e o que não era, Ela afirmava de meia em meia hora com um monte de imagem colorida e rápida pra ninguém poder mudar de canal:
Vocês são livres.
Apenas sigam as instruções.
2.3.07
Ana Maria da Costa da Silva
Não era bonita, nem feia. Não chamava atenção, desprezo ou mesmo fofoca de vizinha invejosa. Poderíamos chegar ao ponto de questionar sua existência não fossem a sua mãe, seu pai, seu irmão e sua tia exaltando as qualidades que a menina tinha. Era boa cozinheira, faxineira, lavadeira, levava bicho pra passear. Era daquelas que se dizia: "Nunca fez mal a ninguém".
Ana Maria da Costa da Silva era tudo que se esperava que fosse, se alguém perdesse tempo pra pensar nela. Não era de muitas palavras. Não falava muito sem pensar antes, e se pensava demais acabava por achar melhor não falar. Ia casar com João Luiz Souza Santos apenas por que sua mãe disse que era bom partido, moço trabalhador, com emprego no Banco na cidade. Já tinha até carro.
,mas foi um dia. Um dia qualquer desses que acontece em todo lugar. Foi quando Ana Maria da Costa da Silva cismou por querer: olhou, quis e fez:
foi um rebuliço só que nem te conto: a menina ficou rebelde e ninguém sabia como, sua mãe querendo saber quem tinha influenciado, e seu pai bradando que nunca tinha dado coça, mas que sempre tinha primeira vez
João Luiz Souza Santos disse que não iria casar com moça que fosse errada, que era pra ela tirar a tatuagem se quisesse bom futuro com ele. Não tirou. Não tinha nem passado um mês e o rapaz já tinha pedido compromisso sério com uma outra Maria qualquer que não iria entrar pra essa história.
Agora Ana Maria da Costa da Silva era motivo, Ela passava e todo mundo notava, as vizinhas invejosas não tinham outro nome pra falar, na igreja todo mundo olhava pra trás e dava risinho, sua mãe, seu pai, seu irmão e sua tia não tinham nem mais vontade de sair de casa tamanho o caso que se gerou em torno da ovelha negra da família...
Diz por aí que foi embora, que não aguentou mais ser da mãe, do pai, do irmão, da tia, da Costa e da Silva sem ser dela mesma. Um amigo meu, se você não sabe, me contou que a encontrou por aí. Falou que está morando sozinha, e trabalhando pra custeio próprio.
Perguntei pra ele se viu a tatuagem.
Me disse meio que rindo e meio sem entender nada que na tatuagem estava escrito "EU",
5.2.07
despedida
viu
é água pouca pra muito copo
e quando se bebe
no ultimo gole
é que se vê
ainda tem sede
E NÃO SOBRA MAIS NENHUMA GOTA
SOBRAM LÁGRIMAS...
9.1.07
Sempre
Em um lugar todo especial pra levar meu cantinho de certeza em um lugar que não sei se existe.
então
pintei de laranja todas as gérberas
disse juras de amor no ouvido das paredes
e coloquei um monte de chocolate pras nuvens carregarem
E nossas chuvas vão ser do sabor de chocolate
Pra ela sempre reclamar que quando a gente brigava
ela engordava
Sempre,
18.12.06
Dias de céu azul pra bem longe de caixa-retângular
em dia que nasce dente de criança, e que menino aprende "papai", "mamãe",
em instante de borboleta branca passar em frente,
um segundo depois do menino falar pra menina que amava ela.
Foi em dia de vento gostoso, de sol lá em cima,
de amor paterno, de lambida de cachorro, e de lágrima de emoção.
Por que dias chegam no fim,
E exatamente no dia que chegou 20h15min que começou um papo aí de Jornal Nacional
Era dentro de caixa-retângulo que aconteceu
Falava de um monte de coisa feia. Era mãe que tentava matar criança que matava esposa com maisdequinze facadas que ia preso que enchia presídio que botava fogo que fugia que vivia na rua que pedia esmola que era negado que pegava fogo
Era um monte de papo triste que fazia lágrima
Nem é por essas coisas de dúvida que se proseia por aqui o assunto narrado
Aconteceu tudo dentro de uma caixa-retângulo pra bem longe dali
em dia de céu azul que a moça esqueceu,
Por que dias de céu azul não fazem moças olharem pra caixa retangular.
27.11.06
Eles dizem: Nascer, crescer e morrer...
"menino, vai comprar pão!"era com um pé que ia e com outro que voltava
"ô, muleque, come primeiro!"era farelo de pão voando pra todo lado
era gente de comprometer com um monte de coisa ao mesmo tempo
e corria de lá pra cá sem tempo pra pontuar querendo o mundo tomar
(as vezes dá pra rimar)
e foi com corrida ligeira que via os anos passar
mas hábito quando é hábito mesmo demora um monte pra soltar
você corre de lá pra cá sem medo de tropeçar
mas foi quando adulto que tropeçou,
pois foi um senhor, moço idoso com cabelos brancos, que o interpelou
-"Por que corre, rapaz?"
-pra pegar o ônibus, ora bolas
- "Parece não saber, meu homem, mas tempo de correr já passou, és um homem adulto agora. Deves ter compromissos que possa lidar sem correr nem suar."
E o menino corredor se tornou um homem cheio de vírgulas, e encheu as pernas de travas por baixo das calças, meias e sapatos.
E em um dia, já senhor, moço idoso, com cabelos brancos viu um homem adulto correndo pra pegar um ônibus. E com olhos invejosos, de quem não mais sabia correr o interpelou:
-"Por que corre, rapaz?"
24.9.06
.Quem,
Pois se encontra em parágrafo em branco.
Talvez em borda.
Um canto.
Já lido.
Perdido.
Pois se não.
Seria interrogação.
Então escrevo.
Rabisco e rasuro.
E é quando releio.
,que na vírgula me enxergo afinal,
16.9.06
Versos que tampouco melhoram...
Velho,
aidético,
horroroso,
flagelo,
humano?,
sete tiros pelo corpo,
pede esmola,
fala errado,
diz: amém,
humilhação,
esmola,
alguns centavos...
E a única coisa que me fez perguntar, meu Deus,
é o que foi que eu fiz pra merecer tão mais?