No universo das coisas que se pensam, mas não se tocam se movia uma energia que tinha luz mas não se via...
Era coisa simples de se falar, tinha era clichê que não faltava pra definir aquele estado das coisas que nunca tiveram pé começarem a ter... , e naquele espaço maior do que a cabeça que se viu rodeados desse monte de clichê...
Menos de um deles: As coisas só faziam mais sentido...
E o rapaz pensante, sujeito chato da porra,
ficava a girar
a manivela do pensar...
quem sabe haveria uma outra maneira de falar...
,mas a moça estava a esperar
e o rapaz com ela queria brincar
Tacou nela um Eu te amo!
E outro vamos viver pra sempre?
E pronto!
Foram brincar!
Não queriam perder tempo!
17.4.06
13.4.06
A canção mais bela do firmamento
Assim me foi contado, na língua sem escrita dos unicórnios, que tão muitos anos haviam se passado quando houve aquele dia em que Rianno, criador de estradas, encarava um sol que não conhecia.
Chamou o sol da liberdade.
Só agora ia,
antes não podia.
Era fraco, ainda admitia.
,mas em força em si crescia,
a espada a si já pertencia.
Fez de si mesmo morada em tempos que tinham passado. A mordaça não havia tirado desde anos que caminharam para longe.
Hoje se viu capaz.
(faltava ainda força)
,mas era capaz.
Arranca a mordaça que tinha imposto a si mesmo, a mordaça que o calava pra fora, mas berrava você é um fraco na língua dos pensamentos.
Arranca a mordaça e encara a luz.
E como me confiada essa história, que eu impiamente - um pecador - escrevo para desgraça das tradições do povo de um chifre só. A ti relato.
Rianno cantou.
Não cabe aqui, mas não há outro momento: Tu te perguntas: Mas como pode a mordaça na boca por tanto tempo? Não comeria? Não beberia?
Agora a sabedoria do narrador me abala com essas perguntas, mas quando em ouvidor eu apenas ouvia e entretido chorava.
A minha resposta?
Não sei.
Podia mudar o conto e as letras, e nas pegadas que escrevo na história que não era minha torna-la a ti mais verdadeira. O povo unicórnio esta atitude nem mal julgaria.
As histórias tem pés e andam sozinhas.
(boas histórias andam muito, as vezes correndo)
,mas a mim mentira ela se tornaria.
E a única verdade que guardo nesse saco é:
Fez de si mesmo morada, em tempos que tinham passado. A mordaça não havia tirado desde anos que caminharam para longe.
E canta a liberdade em voz ganhada por empenho, e te digo que nestes sujos papeis não há espaço que não seja vil para descrever a beleza da canção que o criador de estradas cantava.
Não, - te digo - livros não foram feitos para canções. As letras foram feitas para emoções.
,pois se diz que em respostas àqueles versos cantados com tamanha maestria por cantor que nunca havia um soneto criado,
esses versos de liberdade,
que cantavam caminhos trilhados,
estradas a serem criadas,
que cantavam muros derrubados,
muralhas que seriam arrasadas.
Sonhos feitos,
Sonhos vistos,
Sonhos,
sonhos sonhossonhossonhossonhossonhos
sonhossonhossonhossonhossonhossonhos
Nesse momento os pássaros se calaram, se ruborizariam se tivessem pele.
Todos os instrumentos daquele mundo se quebravam, por que seu direito a música tinha sido negado.
E os deuses pararam tudo aquilo que podia ser chamado mundo.
E clamavam uma chuva que podia ser sentida por distância ainda não percorrida.
Porque quando chove, os deuses estão com os ouvidos mais próximos.
(me deu vontade de escrever sobre Rianno de novo, eu comecei a escrever sobre ele no que seria meu projeto de um livro, e pretendo terminá-lo um dia. Esse trecho contaria do dia que ele finalmente se considera forte o suficiente para não mais depender de seu povo e vai embora querendo vencer a morte e o tempo para reaver a sua vó)
Chamou o sol da liberdade.
Só agora ia,
antes não podia.
Era fraco, ainda admitia.
,mas em força em si crescia,
a espada a si já pertencia.
Fez de si mesmo morada em tempos que tinham passado. A mordaça não havia tirado desde anos que caminharam para longe.
Hoje se viu capaz.
(faltava ainda força)
,mas era capaz.
Arranca a mordaça que tinha imposto a si mesmo, a mordaça que o calava pra fora, mas berrava você é um fraco na língua dos pensamentos.
Arranca a mordaça e encara a luz.
E como me confiada essa história, que eu impiamente - um pecador - escrevo para desgraça das tradições do povo de um chifre só. A ti relato.
Rianno cantou.
Não cabe aqui, mas não há outro momento: Tu te perguntas: Mas como pode a mordaça na boca por tanto tempo? Não comeria? Não beberia?
Agora a sabedoria do narrador me abala com essas perguntas, mas quando em ouvidor eu apenas ouvia e entretido chorava.
A minha resposta?
Não sei.
Podia mudar o conto e as letras, e nas pegadas que escrevo na história que não era minha torna-la a ti mais verdadeira. O povo unicórnio esta atitude nem mal julgaria.
As histórias tem pés e andam sozinhas.
(boas histórias andam muito, as vezes correndo)
,mas a mim mentira ela se tornaria.
E a única verdade que guardo nesse saco é:
Fez de si mesmo morada, em tempos que tinham passado. A mordaça não havia tirado desde anos que caminharam para longe.
E canta a liberdade em voz ganhada por empenho, e te digo que nestes sujos papeis não há espaço que não seja vil para descrever a beleza da canção que o criador de estradas cantava.
Não, - te digo - livros não foram feitos para canções. As letras foram feitas para emoções.
,pois se diz que em respostas àqueles versos cantados com tamanha maestria por cantor que nunca havia um soneto criado,
esses versos de liberdade,
que cantavam caminhos trilhados,
estradas a serem criadas,
que cantavam muros derrubados,
muralhas que seriam arrasadas.
Sonhos feitos,
Sonhos vistos,
Sonhos,
sonhos sonhossonhossonhossonhossonhos
sonhossonhossonhossonhossonhossonhos
Nesse momento os pássaros se calaram, se ruborizariam se tivessem pele.
Todos os instrumentos daquele mundo se quebravam, por que seu direito a música tinha sido negado.
E os deuses pararam tudo aquilo que podia ser chamado mundo.
E clamavam uma chuva que podia ser sentida por distância ainda não percorrida.
Porque quando chove, os deuses estão com os ouvidos mais próximos.
(me deu vontade de escrever sobre Rianno de novo, eu comecei a escrever sobre ele no que seria meu projeto de um livro, e pretendo terminá-lo um dia. Esse trecho contaria do dia que ele finalmente se considera forte o suficiente para não mais depender de seu povo e vai embora querendo vencer a morte e o tempo para reaver a sua vó)
27.3.06
fica com reticências então
arfava..., arfava...
domingo? sei lá... pontuava o texto apenas porque era assim que deveria ser feito.
domingo... se sábado era o sétimo dia, por que se descansava no primeiro? ah, quem sabe? por que Ele iria trabalhar diferente?
arfava arfava
(as vezes nem pontuar pontuava)
costas pesadas ou pregos na cama? sei lá...
era domingo, seria engraçado(seria, poderia ser,mas não era), quem poderia enganar? que outro dia poderia ser? sonhou, não dormiu, será que o dia passa quando não se fecha os olhos?
seria engraçado(seria, poderia ser,mas não era)
a os pingos da chuva batiam na janela sussurrando: "levante" e o cinza do céu montava em suas costas pesando como promessa...
levanta e vai pra chuva,
não existe lágrima na chuva, quando se é invisível na multidão...
então ele chove, o reflexo de ontem no espelho do banheiro no antesdormir brotava em planta em sua cabeça, tinha sido feito a Sua imagem..., não gostava do que tinha visto
covarde... não seria mais
não seria?
talvez um café forte o ajudasse..., mentira, nem queria..., nem ajudaria,... não beberia!
não faria mais nada que não fosse aquilo! e pro inferno inferno toda aquela covardia!entrou na casa!pro inferno toda aquela convardia!chega na sala!pega o telefone!proinferno todaaquela covardia!discaonúmero!proinfernotodaaquelacovardia!erraonúmero!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia
discaonúmero!
acerta!
Pegouotelefoneegritou:
porfavor,euprecisode Deus!
"Todas nossas linhas estão ocupadas, por favor tente mais tarde."
Morreu,
se matou,
e foi pro inferno por falta de espaço no céu
sem ponto final, exclamação, ou mesmo ponto de interrogação
e se fizer mesmo falta, fica com reticências então...
domingo? sei lá... pontuava o texto apenas porque era assim que deveria ser feito.
domingo... se sábado era o sétimo dia, por que se descansava no primeiro? ah, quem sabe? por que Ele iria trabalhar diferente?
arfava arfava
(as vezes nem pontuar pontuava)
costas pesadas ou pregos na cama? sei lá...
era domingo, seria engraçado(seria, poderia ser,mas não era), quem poderia enganar? que outro dia poderia ser? sonhou, não dormiu, será que o dia passa quando não se fecha os olhos?
seria engraçado(seria, poderia ser,mas não era)
a os pingos da chuva batiam na janela sussurrando: "levante" e o cinza do céu montava em suas costas pesando como promessa...
levanta e vai pra chuva,
não existe lágrima na chuva, quando se é invisível na multidão...
então ele chove, o reflexo de ontem no espelho do banheiro no antesdormir brotava em planta em sua cabeça, tinha sido feito a Sua imagem..., não gostava do que tinha visto
covarde... não seria mais
não seria?
talvez um café forte o ajudasse..., mentira, nem queria..., nem ajudaria,... não beberia!
não faria mais nada que não fosse aquilo! e pro inferno inferno toda aquela covardia!entrou na casa!pro inferno toda aquela convardia!chega na sala!pega o telefone!proinferno todaaquela covardia!discaonúmero!proinfernotodaaquelacovardia!erraonúmero!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia!proinfernotodaaquelacovardia
discaonúmero!
acerta!
Pegouotelefoneegritou:
porfavor,euprecisode Deus!
"Todas nossas linhas estão ocupadas, por favor tente mais tarde."
Morreu,
se matou,
e foi pro inferno por falta de espaço no céu
sem ponto final, exclamação, ou mesmo ponto de interrogação
e se fizer mesmo falta, fica com reticências então...
24.3.06
Biggs e Wedge
Tão poucos dias que impressionava tanta mudança. Biggs e Wedge ainda guardavam um monte de confusões em suas cabeças...
Em tempos que não conseguiam contar com precisão de relógio tinham estado presos, parados, congelados em momento nenhum em lugar que não existia.
O lugar não existia, mas tinha nome.
Era Azin-lah que brotava em cabeças.
A cidade secreta com nome que engana.
Em barras de montanhas estavam presos.
A saída da cidade sem estrada sofria de ausências de liberdades.
Não podiam sair, mas sairam. Sairam, foram salvos.
Eram naga, o povo serpente. E questionavam qual era a função que desempenhavam no grupo que os tinham salvado.
Azáali, a naialli, falava com pedras e rios e chamava a libélula.
Shaitan, o shiin, lutava as quatro espadas.
Zirrak, o zingara, era aquele que se escondia nas sombras
e Jarsbüh, o naga mago, era aquele que as chamas dominava.
Não eram magos poderosos, tão pouco guerreiros experientes. Biggs sabia um pouco de espada e Wedge quase nada de fetiçaria.
E naquela reflexão de quem pensa que o shiin falou na interrupção de quem ouve. Cabe um espacinho parênteses no que se quer falar o que é shiin:
(Era povo de rosto bonito e corpo esguio. Com orelhas pontudas.
Com traços delicados. Era o povo de quatro braços)
Aquele sorriso delineado abaixo dos olhos com linhas em preto, dizia:
"Durmam, amanhã é um longo dia."
"E agradeçam, a pouco saimos das montanhas de vidro."
Biggs e Wedge, então dormiram o sono dos intranquilos...
A chave ainda era um problema.
De novo um pedaço do meu jogo...
Em tempos que não conseguiam contar com precisão de relógio tinham estado presos, parados, congelados em momento nenhum em lugar que não existia.
O lugar não existia, mas tinha nome.
Era Azin-lah que brotava em cabeças.
A cidade secreta com nome que engana.
Em barras de montanhas estavam presos.
A saída da cidade sem estrada sofria de ausências de liberdades.
Não podiam sair, mas sairam. Sairam, foram salvos.
Eram naga, o povo serpente. E questionavam qual era a função que desempenhavam no grupo que os tinham salvado.
Azáali, a naialli, falava com pedras e rios e chamava a libélula.
Shaitan, o shiin, lutava as quatro espadas.
Zirrak, o zingara, era aquele que se escondia nas sombras
e Jarsbüh, o naga mago, era aquele que as chamas dominava.
Não eram magos poderosos, tão pouco guerreiros experientes. Biggs sabia um pouco de espada e Wedge quase nada de fetiçaria.
E naquela reflexão de quem pensa que o shiin falou na interrupção de quem ouve. Cabe um espacinho parênteses no que se quer falar o que é shiin:
(Era povo de rosto bonito e corpo esguio. Com orelhas pontudas.
Com traços delicados. Era o povo de quatro braços)
Aquele sorriso delineado abaixo dos olhos com linhas em preto, dizia:
"Durmam, amanhã é um longo dia."
"E agradeçam, a pouco saimos das montanhas de vidro."
Biggs e Wedge, então dormiram o sono dos intranquilos...
A chave ainda era um problema.
De novo um pedaço do meu jogo...
14.3.06
Difíceis decisões...
Baô estava assustado, a cobra-rio-deus tinha se mostrado e comido seres da terra... Por que teria feito isso? Os zingara, povo gato, rei das feras nada tinham feito contra o rio para que ele os atacasse. Só tinha uma resposta, era aquela resposta que fica agarrada na cabeça e que só se admite por que quer descansar de todas as outras possibilidades que sem sentido pensadas...
"O deus estava com fome."
Era uma daquelas soluções simples que só um naialli, criança da floresta seria capaz de dar. ,mas aquela resposta implicava perguntas... Deuses não sentem fome do lado de cá...
Não gostava dessa história de ficar mudando coisas, Azáali tinha acabado de voltar. Teria que se ausenatr mais uma vez, a chave que o grupo carregava tornava a vida na vila naialli muito perigosa.
"Vocês devem encontrar Airos"
Tinha sido a ultima coisa que foi aconselhada ao homem cobra, ao zingara, ao homem de quatro braços e a Azáali antes de irem embora.
Os homems maus os seguiriam.
"Que deuses de boas intenções olhassem para o caminho deles..."
Esse texto é louco pra maioria, mas ele fala de um RPG que eu tô mestrando...
"O deus estava com fome."
Era uma daquelas soluções simples que só um naialli, criança da floresta seria capaz de dar. ,mas aquela resposta implicava perguntas... Deuses não sentem fome do lado de cá...
Não gostava dessa história de ficar mudando coisas, Azáali tinha acabado de voltar. Teria que se ausenatr mais uma vez, a chave que o grupo carregava tornava a vida na vila naialli muito perigosa.
"Vocês devem encontrar Airos"
Tinha sido a ultima coisa que foi aconselhada ao homem cobra, ao zingara, ao homem de quatro braços e a Azáali antes de irem embora.
Os homems maus os seguiriam.
"Que deuses de boas intenções olhassem para o caminho deles..."
Esse texto é louco pra maioria, mas ele fala de um RPG que eu tô mestrando...
12.3.06
Naquele dia de ontem(Um texto espontâneo...)
Se eu pudesse... pegava minhas trouxinhas e ia morar naquele dia de ontem...
Ia lá, ficava de bobeira com a barriga pra cima, sonhando com o amanhã... Nossa! ...como seria bom viver pra sempre naquele dia de ontem...
Fechava os olhos contava até dez, e olha só, continuaria no que era aquele dia de ontém, o amanhã era só um prato gostoso que você sabe que vêm por que conhece o cheiro que a cozinha tem quando sua mãe está lá...
e o sem sentido nem teria seria tão desimportante assim, por que se estaria naquele dia de ontem...
Ia lá, ficava de bobeira com a barriga pra cima, sonhando com o amanhã... Nossa! ...como seria bom viver pra sempre naquele dia de ontem...
Fechava os olhos contava até dez, e olha só, continuaria no que era aquele dia de ontém, o amanhã era só um prato gostoso que você sabe que vêm por que conhece o cheiro que a cozinha tem quando sua mãe está lá...
e o sem sentido nem teria seria tão desimportante assim, por que se estaria naquele dia de ontem...
2.2.06
meninos não precisam de Deus
Era assim ó: tinham inventado um nome que depois daquilo a pessoa precisava de uma coisa pra continuar, essa coisa se chamava Deus, o nome daquilo era adolescência. Antes disso Deus estava no andar e no riso. Estava no brincar e no comer. Estava no chorar, e principalmente naquele momento de olhar formigas carregando pipocas em suas costas.
Crianças não precisavam de Deus.
E era na casa Dele que a mãe cismava de levar a criança. Era um monte de canto, que gente adulta e chata cismava de chamar de louvor, era umas falações aborrecidas e que não parava, que gente adulta chamava de pregação. Como os adultos gostavam de falar difícil! Será que era complicado ser de verdade e colocar em palavras coisas mais simples. Parecia para a criança que os adultos tinham um montão de palavras para falar da mesma coisa... Ai, que coisa chata!
Naquela hora eles tavam fazendo aquele negócio que chamavam de oração... Na verdade era um monte de gente grande de olho bem fechadinho e fazendo barulhinho engraçado... Ah, nem fechou os olhos. Ficou olhando pra todo mundo. Era um monte de gente que fazia cara engraçada. Era gente velha levantando a mão pro céu.
O melhor era essa parte. Era por que ninguém podia saber que a criança não estava obedecendo. E olhava. E ria baixinho.
E olhava de novo.
E ria gostoso com a mão na boca.
E olhava de novo.
E olhavam pra ele.
Tomou um susto. Tinha sido descoberto. Na outra linha de cadeira tinha olhos abertos também. Eram olhos de criança que tinham olhado os olhos de criança dele.
Sim, existiam outras crianças.
Fechou os olhos bem apertadinhos. E começou a fazer como adultos.
"Desculpa, meu Deus. Desculpa, meu Deus. Desculpa, meu Deus."
Era naquela voz franca e medrosa que as crianças fazem quando tem medo.
No final. Quando todo mundo ia embora. A criança procurou a outra criança.
Não achou.
Será que tinha sido Deus?
Crianças não precisavam de Deus.
E era na casa Dele que a mãe cismava de levar a criança. Era um monte de canto, que gente adulta e chata cismava de chamar de louvor, era umas falações aborrecidas e que não parava, que gente adulta chamava de pregação. Como os adultos gostavam de falar difícil! Será que era complicado ser de verdade e colocar em palavras coisas mais simples. Parecia para a criança que os adultos tinham um montão de palavras para falar da mesma coisa... Ai, que coisa chata!
Naquela hora eles tavam fazendo aquele negócio que chamavam de oração... Na verdade era um monte de gente grande de olho bem fechadinho e fazendo barulhinho engraçado... Ah, nem fechou os olhos. Ficou olhando pra todo mundo. Era um monte de gente que fazia cara engraçada. Era gente velha levantando a mão pro céu.
O melhor era essa parte. Era por que ninguém podia saber que a criança não estava obedecendo. E olhava. E ria baixinho.
E olhava de novo.
E ria gostoso com a mão na boca.
E olhava de novo.
E olhavam pra ele.
Tomou um susto. Tinha sido descoberto. Na outra linha de cadeira tinha olhos abertos também. Eram olhos de criança que tinham olhado os olhos de criança dele.
Sim, existiam outras crianças.
Fechou os olhos bem apertadinhos. E começou a fazer como adultos.
"Desculpa, meu Deus. Desculpa, meu Deus. Desculpa, meu Deus."
Era naquela voz franca e medrosa que as crianças fazem quando tem medo.
No final. Quando todo mundo ia embora. A criança procurou a outra criança.
Não achou.
Será que tinha sido Deus?
18.1.06
A bailarina não precisava de música, mas bailava
Era de balé que fazia sua vida,
era giro pra lá
era giro pra cá
era rodopio,
era pula-pula
Até o dia que viu aquela piscina de gelo,
era quebradiça,
era fragilíssima
,mas escorregava que era uma beleza.
E viu o par de um, e se encantou naquele não bailar mais sozinha.
Não girou mais. De rosto encarou aquele conjunto que era um virar dois.
Dançava sem rodopiar. Dançava de rosto pra frente.
Nem era límite,
era explorar um só modo
era se especializar
e era linda que ficava quando via.
E se viu atrás de seu par...
era percepção
era reflexo
era parede de gelo
era fino
era, porque quebrou
E era atrás dela que o par estava de verdade
E era nas suas costas
era, por que não olhou pra trás. Chorou os pedaços que derretiam
Ele foi embora
Ela?
Ela derreteu naquilo que era piscina de gelo...
Era, apenas era...
(esse texto foi escrito para o concurso maldito, é UMA FICÇÃO!, eu e Rebeca passamos muito bem, obrigado)
era giro pra lá
era giro pra cá
era rodopio,
era pula-pula
Até o dia que viu aquela piscina de gelo,
era quebradiça,
era fragilíssima
,mas escorregava que era uma beleza.
E viu o par de um, e se encantou naquele não bailar mais sozinha.
Não girou mais. De rosto encarou aquele conjunto que era um virar dois.
Dançava sem rodopiar. Dançava de rosto pra frente.
Nem era límite,
era explorar um só modo
era se especializar
e era linda que ficava quando via.
E se viu atrás de seu par...
era percepção
era reflexo
era parede de gelo
era fino
era, porque quebrou
E era atrás dela que o par estava de verdade
E era nas suas costas
era, por que não olhou pra trás. Chorou os pedaços que derretiam
Ele foi embora
Ela?
Ela derreteu naquilo que era piscina de gelo...
Era, apenas era...
(esse texto foi escrito para o concurso maldito, é UMA FICÇÃO!, eu e Rebeca passamos muito bem, obrigado)
17.1.06
sem vírgulas por hora
Nos olhos três pupilas
Escorriam em três os pontos
eram aquelas malditas reticências...
elas vinham sempre por motivo nenhum
e um gigante ponto de interrogação vinha depois
Era o garoto motivo nenhum
plantou sorrisos
semeou tristezas...
Era de espanto que via os sulcos de sua enchada
Esguichava lágrimas como petróleo
tinha valor de troca
mas não comprava nada...
esperava outra vírgula no ponto de ônibus
mas era a condução da culpa que vinha chegando
Era melhor ir a pé
o demorado as vezes recompensava...
(sem vírgulas pelo menos se escreveu sem pontos finais...)
Escorriam em três os pontos
eram aquelas malditas reticências...
elas vinham sempre por motivo nenhum
e um gigante ponto de interrogação vinha depois
Era o garoto motivo nenhum
plantou sorrisos
semeou tristezas...
Era de espanto que via os sulcos de sua enchada
Esguichava lágrimas como petróleo
tinha valor de troca
mas não comprava nada...
esperava outra vírgula no ponto de ônibus
mas era a condução da culpa que vinha chegando
Era melhor ir a pé
o demorado as vezes recompensava...
(sem vírgulas pelo menos se escreveu sem pontos finais...)
11.1.06
Oração dos agnósticos
Ah, meu Deus!,
se você estiver por aí.
Dá um passeio e
Dá uma olhada aqui.
Ah, meu Deus!,
se tu tiver no céu.
Cuida desse mundo
Que virou cruel.
AH, MEU DEUS!,
se o senhor já foi homem
Lembra os ferimentos,
As cicatrizes não somem!!!!
AH, MEU DEUS!
Se tu de fato há!
Nos dê só uma causa,
que nossa vida seja,
muito mais que ar!
se você estiver por aí.
Dá um passeio e
Dá uma olhada aqui.
Ah, meu Deus!,
se tu tiver no céu.
Cuida desse mundo
Que virou cruel.
AH, MEU DEUS!,
se o senhor já foi homem
Lembra os ferimentos,
As cicatrizes não somem!!!!
AH, MEU DEUS!
Se tu de fato há!
Nos dê só uma causa,
que nossa vida seja,
muito mais que ar!
28.12.05
caminho de nuvens de sonho.
Recostou-se naquela sacada de olhos, as asas doiam em suas costas.
Doiam por que eram amarradas desde há muito.
Doiam porque existiam.
Aquele escorrega de rosto era o que sobrava.
Seria divertido se não houvessem cordas em suas costas, a tentativa de fuga só fazia doer mais.
Os limites eram bem definidos pelas suas mãos e seus pés.
Tudo que era existente porque existia, tão maior do que tudo que tinha dentro do castelo si mesmo.
E a dor daquele espaço se mostrou vazio, um vazio sem nenhum sentido...
O pouco que tinha escorria.
Era em escorrega de rosto.
Sorriu a falta do sorriso.
Chorou a máscara de sorriso.
E quebrou a máscara, e foi em correnteza de lágrimas que viu o caminho.
Pedaços de máscara que foi o barco.
E foi.
Pintou o céu de nuvem.
E soprou o grito dos jovens aquela vela.
Estava com os olhos fechados.
Doiam por que eram amarradas desde há muito.
Doiam porque existiam.
Aquele escorrega de rosto era o que sobrava.
Seria divertido se não houvessem cordas em suas costas, a tentativa de fuga só fazia doer mais.
Os limites eram bem definidos pelas suas mãos e seus pés.
Tudo que era existente porque existia, tão maior do que tudo que tinha dentro do castelo si mesmo.
E a dor daquele espaço se mostrou vazio, um vazio sem nenhum sentido...
O pouco que tinha escorria.
Era em escorrega de rosto.
Sorriu a falta do sorriso.
Chorou a máscara de sorriso.
E quebrou a máscara, e foi em correnteza de lágrimas que viu o caminho.
Pedaços de máscara que foi o barco.
E foi.
Pintou o céu de nuvem.
E soprou o grito dos jovens aquela vela.
Estava com os olhos fechados.
22.12.05
Busca do ponto final monocromático
Antes era borrão de cores em fundo cinza
Em infância era um monte de lápis de cor, era laranja bonito, e azul de papai do céu, era amarelo sorriso, e vermelho de sorvete... tudo aquilo em rabiscão... Nem sentia direito pra onde iam aqueles riscos!
Era risco pra cá
E risco pra lá
Era rabisco e rascunho...
E pintava o céu, e pintava vida, e pintava sonho e pintava brincadeira
Era um montão de beleza, era vírgula, e era ponto de interrogação, Um monte de exclamação cheia de sorriso e um monte de reticências de curiosidade,
só não tinha era ponto final...
Em adulto conheceu o lápis cor de verde... Estava apontadinho e chegava a brilhar quando escrevia... Os olhos abriram, era essa a ganância:
Decidiu por escrever de reto, não queria nem curva, nem queria saber de vírgula ou de interrogação: queria dois pontos, e o feio travessão, o interesse máximo era o ponto final...
Mas de final tava longe, e a ponta do lápis quebrava, nem adianta apontar, o lápis pequenininho ficava...
Olhou a caixa de lápis, sobrou cinza-chumbo de chuva...
Pintou a folha de céu
Aquele fundo não era mais só o fundo...
Se misturava, se olhasse de longe, dele pouco se sabia onde estava.
Em infância era um monte de lápis de cor, era laranja bonito, e azul de papai do céu, era amarelo sorriso, e vermelho de sorvete... tudo aquilo em rabiscão... Nem sentia direito pra onde iam aqueles riscos!
Era risco pra cá
E risco pra lá
Era rabisco e rascunho...
E pintava o céu, e pintava vida, e pintava sonho e pintava brincadeira
Era um montão de beleza, era vírgula, e era ponto de interrogação, Um monte de exclamação cheia de sorriso e um monte de reticências de curiosidade,
só não tinha era ponto final...
Em adulto conheceu o lápis cor de verde... Estava apontadinho e chegava a brilhar quando escrevia... Os olhos abriram, era essa a ganância:
Decidiu por escrever de reto, não queria nem curva, nem queria saber de vírgula ou de interrogação: queria dois pontos, e o feio travessão, o interesse máximo era o ponto final...
Mas de final tava longe, e a ponta do lápis quebrava, nem adianta apontar, o lápis pequenininho ficava...
Olhou a caixa de lápis, sobrou cinza-chumbo de chuva...
Pintou a folha de céu
Aquele fundo não era mais só o fundo...
Se misturava, se olhasse de longe, dele pouco se sabia onde estava.
Momento pensado e sua materialização em luz e letras
O blog é um direito de se escrever quando se quer ou é uma obrigação de escrever sempre?
O blog é seu ou você é do blog?
(as vezes quando vejo o tempo que passou desde a ultima postagem acho que tem alguma coisa errada, mas fala sério: que bobeira...)
O blog é seu ou você é do blog?
(as vezes quando vejo o tempo que passou desde a ultima postagem acho que tem alguma coisa errada, mas fala sério: que bobeira...)
17.12.05
Existia ela.
,
empregava cada gota daquele corpo no esforço incenssante de fazer aquele mundinho girar em volta de seus pés,
Cada gesto, cada movimento calculado, tinha exata ciência da resposta que tinha a sua volta...
Era uma moça de propósito, nem pensar que era sem querer...
Tinha ganhado condição de deusa, e aqueles eram seus adoradores...
Era uma sensação como sem igual, sorria a percepção...
Não existia mundo, fora dela, dos sons que moviam seus gestos.
Existia ela.
empregava cada gota daquele corpo no esforço incenssante de fazer aquele mundinho girar em volta de seus pés,
Cada gesto, cada movimento calculado, tinha exata ciência da resposta que tinha a sua volta...
Era uma moça de propósito, nem pensar que era sem querer...
Tinha ganhado condição de deusa, e aqueles eram seus adoradores...
Era uma sensação como sem igual, sorria a percepção...
Não existia mundo, fora dela, dos sons que moviam seus gestos.
Existia ela.
13.12.05
O outro de picareta
A pessoa chorava por dentro objetos que não poderiam ser vistos. Era pior essa coisa de chorar pra dentro, era dentro dos ossos que as lágrimas escorriam e o sal presente naquela aguinha de olhos só fazia sentir dor no sangue...
Como era trabalhoso esses assuntos de criar muros.
E a pessoa se fechava em cubos de gelo... Não era como qualquer prisão aquela... O outro podia ver.
Mas era díficil ajudar uma pessoa no cubo de gelo, picaretas a faziam machucar...
E o outro, como sendo bruto usava a ferramenta maldita...
Burro era o outro, era só ficar sentado a vista da pessoa. Tentando aquecer aquela caixinha que pulsava.
E talvez o gelo derretesse...
Mas não adianta gritar. Pessoas dentro de gelos não podem ouvir...
(agora peça desculpa, seu outro!)
Como era trabalhoso esses assuntos de criar muros.
E a pessoa se fechava em cubos de gelo... Não era como qualquer prisão aquela... O outro podia ver.
Mas era díficil ajudar uma pessoa no cubo de gelo, picaretas a faziam machucar...
E o outro, como sendo bruto usava a ferramenta maldita...
Burro era o outro, era só ficar sentado a vista da pessoa. Tentando aquecer aquela caixinha que pulsava.
E talvez o gelo derretesse...
Mas não adianta gritar. Pessoas dentro de gelos não podem ouvir...
(agora peça desculpa, seu outro!)
7.12.05
Manifesto pedinte
E tudo o que você tem que fazer é dar qualquer valor, até mesmo nada. O objetivo deste manifesto é confirmar aonde esse dinheiro será aplicado, e provar como o nosso papel é bem definido na sociedade.
Temos a função de tornar vidas melhores! Quando vocês estiverem passando por grandes problemas, estiverem deprimidos, tristes. É só sair pelas cidades! Temos agentes que ficam andando pelas ruas das cidades em todas as horas. Quando as pessoas presenciam nosso sistema de coleta de dinheiro, de alimentos, ou mesmo as enfermidades que afligem nosso corpo, em geral se sentem muito melhores. Bem, não podemos garantir, e nem podemos pensar em devolver o dinheiro aplicado em nossa causa, ele provavelmente já foi aplicado em funções que definimos carinhosamente como "nossa sobrevivência". Mas estudos provam que a maioria das pessoas que nos vêem quando passam por situações de aflição se sentem mais esperançosos com relação a suas vidas. Comentários comuns são: "Essas pessoas que tem problemas de verdade", "Tá vendo? E você fica reclamando!". Existem várias outras formas de se expressar essa percepção, sintam-se livres de criar uma nova.
Também podemos fazer vidas mais engraçadas, ou fazê-los se sentirem superiores. Vocês podem nos maltratar, rir de nossas peças de roupas extravagantes, nos mandar embora quando sentir o exótico perfume de nossa sobrevivência, nos surrar, e em alguns casos nos matar. Visto que as autoridades nem nos notam, vocês provavelmente não terão nenhum tipo de represália jurídica. De qualquer forma preferiamos que pelo menos não nos fosse privado a vida. Mas isso é da escolha de vocês, em vista de nossa baixa saúde não temos maneiras muito eficazes de defesa que não incluam a piedade de vossas senhorias.
Devemos alertá-los daqueles que sofrem quando nos vêem, bem se não tiverem dinheiro pra nos ajudarem, pedimos que façam como a maioria dos transeuntes que tem coisas mais importantes para pensar - tais como novos namorados, quem vai passar no paredão do Big Brother, ou mesmo quem vai ganhar no Brasileirão - e simplesmente não nos vejam. Somos extremamente especialistas nesse assunto de invisibilidade, não precisamos sermos vistos se não ganharmos nada nesse assunto. Portanto não se preocupe com os problemas que causamos.
Pedimos desculpas por tornarmos sua cidade mais feia, mas acreditamos que agora como nosso manifesto percebido e com nosso papel mais definido, vocês, cidadões de respeito, perceberão que o custo benefício é bem justo para ambas as partes.
Você quer saber o produto que vendemos. Bem além de propiciar toda essa satisfação sem nenhuma taxa constante, o nosso serviço consiste em vender nosso orgulho. O ultimo bem que poderiamos manter.
Mas não mantemos.
Temos a função de tornar vidas melhores! Quando vocês estiverem passando por grandes problemas, estiverem deprimidos, tristes. É só sair pelas cidades! Temos agentes que ficam andando pelas ruas das cidades em todas as horas. Quando as pessoas presenciam nosso sistema de coleta de dinheiro, de alimentos, ou mesmo as enfermidades que afligem nosso corpo, em geral se sentem muito melhores. Bem, não podemos garantir, e nem podemos pensar em devolver o dinheiro aplicado em nossa causa, ele provavelmente já foi aplicado em funções que definimos carinhosamente como "nossa sobrevivência". Mas estudos provam que a maioria das pessoas que nos vêem quando passam por situações de aflição se sentem mais esperançosos com relação a suas vidas. Comentários comuns são: "Essas pessoas que tem problemas de verdade", "Tá vendo? E você fica reclamando!". Existem várias outras formas de se expressar essa percepção, sintam-se livres de criar uma nova.
Também podemos fazer vidas mais engraçadas, ou fazê-los se sentirem superiores. Vocês podem nos maltratar, rir de nossas peças de roupas extravagantes, nos mandar embora quando sentir o exótico perfume de nossa sobrevivência, nos surrar, e em alguns casos nos matar. Visto que as autoridades nem nos notam, vocês provavelmente não terão nenhum tipo de represália jurídica. De qualquer forma preferiamos que pelo menos não nos fosse privado a vida. Mas isso é da escolha de vocês, em vista de nossa baixa saúde não temos maneiras muito eficazes de defesa que não incluam a piedade de vossas senhorias.
Devemos alertá-los daqueles que sofrem quando nos vêem, bem se não tiverem dinheiro pra nos ajudarem, pedimos que façam como a maioria dos transeuntes que tem coisas mais importantes para pensar - tais como novos namorados, quem vai passar no paredão do Big Brother, ou mesmo quem vai ganhar no Brasileirão - e simplesmente não nos vejam. Somos extremamente especialistas nesse assunto de invisibilidade, não precisamos sermos vistos se não ganharmos nada nesse assunto. Portanto não se preocupe com os problemas que causamos.
Pedimos desculpas por tornarmos sua cidade mais feia, mas acreditamos que agora como nosso manifesto percebido e com nosso papel mais definido, vocês, cidadões de respeito, perceberão que o custo benefício é bem justo para ambas as partes.
Você quer saber o produto que vendemos. Bem além de propiciar toda essa satisfação sem nenhuma taxa constante, o nosso serviço consiste em vender nosso orgulho. O ultimo bem que poderiamos manter.
Mas não mantemos.
29.11.05
Poema do sol (amanhecer em rimas)
Ela estava naquele humor de quem anoitece. Ele estava a chover.
Ele sabia, intuia, torcia, tinha sol, quem sabe fazia?, em cima das nuvens que sua pele expelia.
Ela imaginava, planejava, orava, o amanhecer quem sabe chegava...
Mas sol quando é sol aparece por si só, nem adianta chorar, esmolar ou implorar...
Ele chovia torrencialmente, todo molhado. Já se via gripado.
Ela noitava em sereno. Pele molhada. Narina melecada.
Ele espirrava.
Ela mau respirava.
Mas tempo quando é tempo passa por si só, não adianta vigiar, parar ou segurar...
Ela ainda não tinha amanhecido,
Ele em si o sol não havia nascido.
Mas os sonhos ventavam, sopravam, empurravam,...
Ele começou a perceber, cheirava a ozônio. Era cheiro de terra, cheiro gostoso, que só sabe quem já em terra mexia.
Ela olhou para seu céu, era tudo infinito. Era estrela brilhante, estrela bonita, que só sabe quem em telhado as via.
E até esqueceram....
sol quando é sol aparece por si só, nem adianta chorar, esmolar ou implorar...,
tempo quando é tempo passa por si só, não adianta vigiar, parar ou segurar...
Era poema solar, se inspira há tempos, mas só se escreve, se de verdade, permanecer na mente.
Ele viu na noite dela o seu ensolarar.
Ela viu o seu amanhecer naquele água no ar.
Nos olhos alvorada,
estavam a brilhar.
Era abraço solar.
E só junto que foi,
eles amanheceram, se ensolararam
Naquela mágica que era um virar dois...
Ele sabia, intuia, torcia, tinha sol, quem sabe fazia?, em cima das nuvens que sua pele expelia.
Ela imaginava, planejava, orava, o amanhecer quem sabe chegava...
Mas sol quando é sol aparece por si só, nem adianta chorar, esmolar ou implorar...
Ele chovia torrencialmente, todo molhado. Já se via gripado.
Ela noitava em sereno. Pele molhada. Narina melecada.
Ele espirrava.
Ela mau respirava.
Mas tempo quando é tempo passa por si só, não adianta vigiar, parar ou segurar...
Ela ainda não tinha amanhecido,
Ele em si o sol não havia nascido.
Mas os sonhos ventavam, sopravam, empurravam,...
Ele começou a perceber, cheirava a ozônio. Era cheiro de terra, cheiro gostoso, que só sabe quem já em terra mexia.
Ela olhou para seu céu, era tudo infinito. Era estrela brilhante, estrela bonita, que só sabe quem em telhado as via.
E até esqueceram....
sol quando é sol aparece por si só, nem adianta chorar, esmolar ou implorar...,
tempo quando é tempo passa por si só, não adianta vigiar, parar ou segurar...
Era poema solar, se inspira há tempos, mas só se escreve, se de verdade, permanecer na mente.
Ele viu na noite dela o seu ensolarar.
Ela viu o seu amanhecer naquele água no ar.
Nos olhos alvorada,
estavam a brilhar.
Era abraço solar.
E só junto que foi,
eles amanheceram, se ensolararam
Naquela mágica que era um virar dois...
25.11.05
Construção do homem à deriva feita em um mundo cinza
Era o ator de si mesmo,
Olhou para platéia,
apenas um,
apenas um.
Estava tão escuro,
não dava pra reconhecer.
não fazia idéia quem era,
Aquele platéia,
Era a platéia si mesmo...
não batia palmas
(algumas vezes eu me sinto inspirado lendo outros blogs, esse texto na verdade foi escrito originalmente como comment em um blog de um amigo meu, Obstáculo 1 - esta nos links -, sob inspiração do texto Prosa do Velho a Beira da Morte, Vale a pena...)
Olhou para platéia,
apenas um,
apenas um.
Estava tão escuro,
não dava pra reconhecer.
não fazia idéia quem era,
Aquele platéia,
Era a platéia si mesmo...
não batia palmas
(algumas vezes eu me sinto inspirado lendo outros blogs, esse texto na verdade foi escrito originalmente como comment em um blog de um amigo meu, Obstáculo 1 - esta nos links -, sob inspiração do texto Prosa do Velho a Beira da Morte, Vale a pena...)
22.11.05
,,vírgulas,,
Decidiu por escrever de vírgulas,
No reino dos pontos de interrogação era que se esperava?
No reino dos pontos de exclamação tudo se espantava!
No reino dos pontos finais a coisas terminavam.
Mas era na ponte das vírgulas que elas se encontravam, as frases se encontravam sorrindo, estavam juntas,
a vírgula era anel de noiva,
Deixaria as palavras ligadas, mesmo que separadas,
Por isso decidiu escrever vírgulas,
Era assim, mais bonito, tudo unido com aquele curvas pequeninhas, um ponto final que escorreu na bundinha um rabo,,,
Era ali que escolheu ficar,
Escolheu, iria ver o mundo com vírgulas,
Não queria que acabasse,,,
No reino dos pontos de interrogação era que se esperava?
No reino dos pontos de exclamação tudo se espantava!
No reino dos pontos finais a coisas terminavam.
Mas era na ponte das vírgulas que elas se encontravam, as frases se encontravam sorrindo, estavam juntas,
a vírgula era anel de noiva,
Deixaria as palavras ligadas, mesmo que separadas,
Por isso decidiu escrever vírgulas,
Era assim, mais bonito, tudo unido com aquele curvas pequeninhas, um ponto final que escorreu na bundinha um rabo,,,
Era ali que escolheu ficar,
Escolheu, iria ver o mundo com vírgulas,
Não queria que acabasse,,,
9.11.05
,vírgula,
Era mais uma daquelas vírgulas lindonas,,,
Fumaças se formavam sobre um lindo pescoço fino, o moço pensador viu aquilo do telefone e se divertia... Iria escrever belas palavras com a boca e jogaria uma pedra de flor pra machucar aquele mau humor.
Eram palavras de sorte, pedacinho de vida, vida que se montava como quem pinta quadro de amanhecer.
E naquela altura a moça analisante sentia o cheiro azul-claro daquelas palavras... não tinha nem como protestar. Não havia tempo para levantar muros de fechamentos. Não estava preparada, foi arrombada...
E sorriu...
Sorriu na compreensão que aquele rapaz tentava caçar infinitudes em seu quintal com uma rede de caçar borboletas.
Ela não sabia de infinitudes, mas amava borboletas.
Viu aquilo tudo pelo telefone, em uma gota de minuto em uma manhã qualquer de um dia de ontém, tudo dentro de uma vírgula lindona,,,
Fumaças se formavam sobre um lindo pescoço fino, o moço pensador viu aquilo do telefone e se divertia... Iria escrever belas palavras com a boca e jogaria uma pedra de flor pra machucar aquele mau humor.
Eram palavras de sorte, pedacinho de vida, vida que se montava como quem pinta quadro de amanhecer.
E naquela altura a moça analisante sentia o cheiro azul-claro daquelas palavras... não tinha nem como protestar. Não havia tempo para levantar muros de fechamentos. Não estava preparada, foi arrombada...
E sorriu...
Sorriu na compreensão que aquele rapaz tentava caçar infinitudes em seu quintal com uma rede de caçar borboletas.
Ela não sabia de infinitudes, mas amava borboletas.
Viu aquilo tudo pelo telefone, em uma gota de minuto em uma manhã qualquer de um dia de ontém, tudo dentro de uma vírgula lindona,,,
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